Prefeito garante que obras não foram paralisadas

//Prefeito garante que obras não foram paralisadas

Com a primeira fase inaugurada em junho deste ano, a obra do Parque Fluvial do Médio Paraíba representa uma grande conquista para cidade, mas tem sido alvo de algumas reclamações. Moradores disseram que a obra está paralisada há meses, mas a prefeitura garantiu que houve apenas uma “desaceleração dos serviços”. De acordo com o prefeito José Arimathéa (PSB), o Governo do Estado ainda não fez nenhum repasse este ano.

O parque fica na Rua Ana Torres, no bairro Parque Maíra, em uma área de aproximadamente 84 hectares e 500 mil metros quadrados. No dia 24 de junho, foi inaugurada a primeira fase do projeto, mas ainda há muito serviço pela frente. Quem usa a pista de caminhada, por exemplo, precisa desviar dos montes de areia e dos paralelepípedos soltos que ficaram no caminho. “Quando chove fica puro barro, não tem como usar”, comentou a funcionária pública Cleide Cristina de Oliveira, de 36 anos, se queixando ainda da falta de iluminação. Ela contou que o local fica movimentado durante os períodos da manhã e da tarde, mas à noite as pessoas deixam de caminhar porque não tem luz.  Cleide também relatou dificuldade de acesso ao local, devido à falta de calçamento entre o bairro Varjão e o Parque Maíra. Os moradores precisam passar pela pista, pois não tem calçada e, além disso, o mato alto atrapalha ainda mais a passagem.

Outra moradora que costuma se exercitar no local disse que aparentemente as obras ainda estavam paralisadas. Já o prefeito José Arimathéa disse ao A VOZ DA CIDADE que houve apenas uma “desaceleração”, mas que as obras voltaram ao normal na semana passada. Ele alegou que o período de chuva dificulta os trabalhos e, por isso, a demora. Arimathéa explicou que o Parque Fluvial está sendo construído apenas com recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecan), depositados na conta da prefeitura no final do ano passado, porque o Governo do Estado não repassou nenhuma verba este ano. “Na verdade, as obras desaceleraram porque tivemos prazo de aditivo do contrato com o Inea, que estava vencendo. Não sabíamos se seria renovado e, por isso, diminuímos o serviço”, esclareceu.

O contrato foi renovado, mas, segundo o prefeito, o andamento das obras foi comprometido em função das chuvas. “São obras externas e estamos fazendo a pista de caminhada. Então, se chover a base da construção fica molhada e os trabalhadores ficam dois, três dias sem poder mexer. Ás vezes, até uma semana. Por isso, a evolução foi mais lenta”, afirmou Arimathéa. Ele disse ainda que, quando isso ocorre, a empresa responsável pelo serviço, dá continuidade às obras do prédio administrativo que está sendo instalado no local. “Os trabalhadores ficam na parte interna e talvez isso cause nos moradores essa visão de que a obra está parada”, comentou.

O prefeito finalizou dizendo que o recuso disponível em conta até o momento é de R$ 150 mil. Para ele, a falta de repasse do Estado foi por questões políticas. “O secretário estadual de Ambiente apoiou o prefeito do PMDB que foi eleito. Nem na inauguração da primeira fase ele compareceu”, concluiu Arimathéa.

PELO MEIO AMBIENTE

A moradora Cleide Cristina de Oliveira elogiou uma das iniciativas de recuperação da vegetação da localidade. Através do projeto Vem Plantar com a Gente, os pinheiralenses tiveram oportunidade de plantar suas árvores no espaço, contribuindo para arborização do Parque Fluvial. Até o momento, quase 12 mil mudas foram plantadas, entre as mais variadas espécies.